Legitimando a inteligência competitiva no Brasil: reflexões e encaminhamentos

Saulo Fabiano Amâncio Vieira, Alfredo Passos da Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é problematizar a seguinte questão: será a Inteligência Competitiva (IC) uma nova profissão no Brasil?, ou seja, buscou-se analisar elementos do processo de institucionalização da profissão de Inteligência Competitiva no Brasil via um ensaio teórico. Para tanto foi realizado um levantamento acerca dos conceitos centrais de IC, sua utilização em diversos paises do mundo, e um detalhamento sobre o desenvolvimento da utilização de IC no Brasil. Complementarmente foi realizado um levantamento bibliográfico sobre a teoria neo-institucional para realizar a análise do caso. As propostas de autores internacionais como Martinet e Marti (1995), Prescott e Miller (2002), apresentam fatos relacionados a história da atividade, bem como de seus principais autores nos primórdios da profissão, notadamente em outros países, com destaque para os Estados Unidos da América. Por outro lado, autores nacionais como Rodrigues & Riccardi (2007), buscam embasar suas observações em pesquisas exploratórias, onde o lócus funcional, objetivos, motivos, fontes, processos, usos, papel da TI e disciplinamento ético da IC foi estudado em organizações no Brasil. Verificou-se que no Brasil a IC pode ser classificada, conforme proposta metodológica de Tolbert e Zucker (1998), como estando na fase da objetificação, carecendo ainda de maiores esforços para sua institucionalização.


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